MISTÉRIO NO BAIRRO: O FAMOSO CASO DO MANÍACO DA CAXA DE FÓSFOROS

1997 Nara Roesler e 2000 Unicid

Não aguentamos mais! Chamem a policia! Os bombeiros! Ai que pesadelo!... Estes e outros lamentos formavam parte das reclamações dos moradores do bairro sobre os constantes e misteriosos barulhos que atormentavam a vizinhança, principalmente á noite. Depois de longas pericias e indagações por parte de grupos de experientes detetives, descobriu-se que os barulhos vinham de uma pequena sala, no alto de um velho prédio abandonado na rua Forgue's. Foi assim que a policia prendeu o maníaco que atormentava os moradores, fazendo barulho com uma caixa de fósforos. Os barulhos eram transmitidos por um microfone conectado a uma rede de minúsculos alto-falantes espalhados estrategicamente por todos os cantos do bairro. Mas a pesar da prisão do maníaco e para surpresa de todos, os barulhos continuaram. Os detetives voltaram a investigar e descobriram que em cima daquela minúscula sala existia uma outra idêntica, onde outro maníaco idêntico e com o mesmo sistema continuava a atormentar a vizinhança. Ambos os maníacos, Dexter e Lexter Dix's, eram gêmeos, surdos e tinham graves antecedentes psiquiátricos. Passaram o resto de suas vidas em um hospício. Por fim, o bairro recuperou a sua calma habitual e o caso se transformou num clássico da antologia policial.

O conto na integra foi publicado nos catálogos da exposição do projeto, na Galeria Nara Roesler em 1997 e na Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) em 2000.